Medo de um possível surto de meningite, deixa em alerta a comunidade de Viamão

Após  publicações nas redes sociais, ( grupo Porto Alegre 24 Horas ) sobre a morte de uma criança no hospital de Viamão, o  medo de um possível surto de meningite, está assustando  e deixou em alerta a comunidade Viamão.

No ultimo final de semana, no domingo dia 19/11,  infelizmente mais uma criança morreu em decorrência da meningite, o menino  de 7 anos , Guilherne , que era estudante do escola vinte de setembro, faleceu após passar mal, primeiramente ele havia sido atendido na Upa da parada 36 e depois encaminhado ao  Hospital de Viamão, onde não  resistiu e veio a falecer.

Guilherme era aluno da escola vinte de setembro em Viamão, a  escola publicou uma nota no facebook, lamentando a morte do aluno da turma 21.

No dia de hoje (20/11) o vereador Guto Lopes do PSOL encaminhou um pedido de esclarecimento para o prefeito de Viamão e  um pedido para que o prefeito tome uma providência, liberando  imediatamente a vacinação de crianças.

 

 

 

 

 

 

Após diversas tentativas de contato com a direção do Hospital de Viamão a redação do jornal , não conseguiu informação alguma sobre o caso.  Em um contato pelo Whatsapp com o diretor de  comunicação Alessandro Padilha da prefeitura, fomos  informados que foi emitido uma nota :

Viamão, 20 de novembro de 2017.
A Secretaria Municipal de Saúde comunica a ocorrência de um caso de meningite em nosso município. A Equipe de Vigilância Epidemiológica, do Departamento de Vigilância em Saúde – DVS, salienta que todas as medidas preventivas e de bloqueio foram implementadas a partir dos protocolos vigentes e das orientações do Centro Estadual de Vigilância em Saúde – CEVS/SES-RS.
Em função do ocorrido, a equipe da Secretaria Municipal de Saúde iniciou a investigação epidemiológica para identificar as pessoas que tiveram contato direto com o enfermo, para posterior realização do bloqueio. A equipe esteve na escola que o paciente frequentava, avaliando os possíveis contatos de risco para, a partir disso, determinar a avaliação da condição vacinal de todos os alunos para posterior atualização das vacinas conforme calendário vacinal.
Ressaltamos que NÃO HÁ SURTO DA DOENÇA e nenhum outro caso suspeito está em monitoramento. Para considerar-se um surto, há determinados fatores e condicionantes que devem se aplicar ao território no qual os casos foram notificados, o que não se verifica até o presente momento.    Nota completa no link : Aqui 

 

Comentário da Redação / Jornalista Mario Dutra

A crise da Saúde: 

Como se não bastasse a crise que a saúde Viamão vive, e praticamente um ano depois de assumir a prefeitura de Viamão, a nova gestão sob o comando do prefeito André Pacheco  não consegue administrar a saúde do município a ponto de conseguir atender as demandas solicitada  nos postos de saúde da cidade. Essa carência abrange remédios básicos, como analgésicos, antitérmicos e compridos para controle de pressão arterial e diabetes, entre outros tantos. Amplamente divulgado pelo jornal de Viamão e rede Record.

A semana que passou ainda registrou no dia 17/11 uma discussão com briga na Upa da parada 36 , onde um cidadão se viu obrigada quebrar a porta central da Upa, para que sua esposa, fosse atendida, porque mesmo ela estando desmaiada, ninguém a chamava para o atendimento. A brigada foi chamada ao local e ajudou a conter os ânimos,  o senhor que cortou a mão pois os vidros foram todos quebrados a socos, foi medicado e sua esposa atendida.

Outra aberração desta gestão é que agora os gestores irão substituir o local para retirada de remédios , que não será mais no prédio da secretaria de saúde .  A pretensão do governo é que idosos, gestantes e outras pessoas que muitas vezes buscam seus remédios, muitos até mesmo em péssimas condições de saúde atravessem a faixa e se desloquem até o minusculo postO do outro lado da rua. Onde nem  acabado está direito. Isso é lamentável, isso é uma vergonha.

Mario Dutra / Jornalista – MTB17749/RS

Meningite: saiba sobre se prevenir

Entre as principais medidas de prevenção, estão manter a vacinação em dia, evitar locais com aglomeração de pessoas, deixar os ambientes ventilados, não compartilhar objetos de uso pessoal, além de reforçar os hábitos de higiene. A meningite é um processo inflamatório das membranas protetoras que envolvem o cérebro e a medula espinhal (meninges) causado por bactérias, vírus, parasitas e fungos, entre outros agentes.

— É importante conhecer o agente causador da meningite porque o tratamento difere dependendo da causa —

Os tipos mais comuns são a Meningite Pneumocócica, causada pelo Steptococcuspneumoniae, a meningite provocada pelo Haemophilus Influenza e a doença meningocócica, pela bactéria Neisseriameningitidis, também conhecida como meningococo.

— O quadro clínico da meningite bacteriana pode se instalar em apenas algumas horas. A evolução é muito rápida e fulminante

A bactéria Neisseriameningitidis, causadora da doença meningocócica, é classificada em 12 sorogrupos diferentes, sendo os tipos A, B, C, W e Y os mais importantes.

Cerca de uma em cada dez pessoas apresentam as bactérias Neisseriameningitidis na parte de trás do nariz e da garganta sem demonstrar sinais ou sintomas de doença, sendo chamadas de portador sadio. Porém, às vezes, essas bactérias invadem o organismo e causam a doença meningocócica, ou podem ser transmitidas para outras pessoas, vindo a provocar a doença nas mesmas.

No entanto, é importante destacar que essas bactérias não são tão contagiosas quanto outros micro-organismos de transmissão respiratória, como os que causam o resfriado comum, a gripe, dentre outras enfermidades. Para que haja transmissão da Neisseriameningitidis, é necessário o contato de forma íntima e/ou prolongada com os indivíduos que vivem na mesma casa e tenham contato direto com as secreções orais da pessoa infectada por meio da tosse, espirro ou beijo, por exemplo.

Prevenção

A vacinação é uma importante aliada na prevenção da meningite. A rede pública de saúde oferece vacina contra as formas mais graves de meningite:

Meningite tipo C (a proteção está contida na vacina Meningo C): imunização para crianças (1ª dose aos 3 meses; 2ª dose aos 5 meses; e reforço entre 12 meses e a 4 anos 11 meses e 29 dias) e para adolescentes entre 12 e 13 anos (uma dose)

Meningite por pneumococo (a proteção está contida na vacina Pneumo 10): imunização para crianças (1ª dose aos 2 meses; 2ª dose aos 4 meses; e reforço entre 12 meses e a 4 anos 11 meses e 29 dias)

Meningite por Haemophilus influenza (a proteção está contida na vacina Pentavalente): imunização para crianças (1ª dose aos 2 meses; 2ª dose aos 4 meses; e 6ª dose aos 6 meses).

Meningite tuberculosa (a vacina BCG protege contra a meningite tuberculosa): imunização para crianças ao nascer.

Além disso outros cuidados são essenciais:

Manter todos os ambientes bem ventilados, se possível ensolarados, principalmente salas de aula, locais de trabalho e no transporte coletivo

Evitar transitar em ambientes fechados e mal ventilados

Lavar as mãos frequentemente com água e sabão

Manter higiene rigorosa com utensílios domésticos e não compartilhar objetos de uso pessoal.

Sintomas

Os sintomas de meningite incluem febre de início repentino, associada à dor de cabeça, dor ou rigidez de nuca, vômitos frequentes e confusão mental. Em crianças pequenas, esses sintomas podem apresentar-se como choro persistente, irritação, falta de apetite, manchas vermelhas na pele e “moleira inchada”. Na apresentação desses sintomas, deve-se procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima, para avaliação médica, análise preliminar de amostras clínicas do paciente e início de tratamento que deverá ser feito de acordo com o agente causador da doença.

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