Polícia Federal cumpre mandados em Viamão por lavagem de dinheiro

Agentes da Polícia Federal cumprem na manhã desta quinta-feira (5) quatro mandados de prisão preventiva, dois de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para a delegacia para depôr) e cinco de busca em Viamão e na capital.

As ordens judiciais são referentes a operação que apura a lavagem de dinheiro no Brasil praticada por uma organização criminosa atuante no leste europeu. A Justiça determinou ainda o sequestro de imóveis e valores em contas correntes, a apreensão de veículos e a inclusão no sistema da Interpol de um mandado de prisão contra um investigado que estaria na Europa.

Ao longo das investigações, foram identificados remessas de valores de um cidadão da República Tcheca ao Brasil. Ao menos parte dos valores remetida ao Brasil, conforme a Polícia Federal, era redirecionada a “empresas-fantasma” (sem funcionários e com o mesmo endereço), que estabelecem negócios imobiliários sem declarar qualquer receita.

Conforme a Polícia Federal, o investigado teria “possível envolvimento” com diversos crimes em seu país de origem.

Em operações de câmbio oficiais, foram transferidos para o Brasil aproximadamente R$ 4 milhões entre 2011 e 2016. No entanto, os envolvidos teriam movimentado em créditos, aproximadamente, R$ 20 milhões no mesmo período.

A operação ganhou o nome de Multifake, pois um dos principais investigados usou, pelo menos, quatro nomes diferentes, sendo três identidades falsas de brasileiros.

Um dos nomes começou a ser usado pelo investigado há mais de 20 anos. Na Europa, ele já cumpriu pena e foi extraditado da Croácia para a República Tcheca.

Cinco estão sendo investigados

São investigados quatro cidadãos da República Tcheca e um brasileiro, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, uso de documento falso, falsidade ideológica e prestação de informações falsas para realização de contratos de câmbio.

Além do cumprimento de mandados, a investigação segue com os depoimentos dos envolvidos e de pessoas que negociaram imóveis ligados às empresas. Também devem ser analisados o material apreendido e possível pedido de cooperação jurídica internacional com as autoridades da República Tcheca.
Fonte: G1

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