Viamão perde a verba para duplicação da estrada caminho do meio

Infelizmente o município de Viamão deixou de receber R$ 43 milhões em verba para a duplicação e criação de um corredor de ônibus na Estrada Caminho do Meio.

Duplicação não saiu do papel 

Quem faz o trajeto de Viamão ou Alvorada para Porto Alegre pela Estrada Caminho do Meio já está acostumado a sair de casa com antecedência. A fila de carros no trânsito completamente parado é um cenário comum na via de pista simples que liga as cidades vizinhas à Capital.

O problema não é novo. Do final da avenida Protásio Alves, após o cruzamento com a Manuel Elias, até o começo da Estrada Caminho do Meio são quase 10 quilômetros de pista simples. A duplicação da via é prometida há anos.
Para conseguir a liberação das verbas, os municípios de Viamão, Alvorada e Porto Alegre deveriam apresentar estudos e projetos de viabilidade. Segundo Márcio Barcellos, diretor de Gestão Territorial da Metroplan, o acordo estabelecido entre o Ministério e os municípios definiu que as administrações das cidades é que deveriam apresentar os projetos e a Metroplan iria realizar o encaminhamento ao Governo Federal para que fossem aprovados.
O dinheiro para execução das obras chegou a ser liberado pois a cidade foi contemplada, no final de 2014, com o Pacto pela Mobilidade, um programa do Ministério das Cidades para construção de corredores de ônibus e duplicações.
As três cidade não cumpriram com suas partes no acordo e, por isso, em dezembro de 2016, uma portaria do Ministério das Cidades cancelou a participação dos municípios no programa, retirando os recursos que seriam usados nessas obras e acabando com a possibilidade da construção dos novos corredores e das duplicações.
O secretário-geral de Governo de Viamão, Nilton Magalhães, afirmou que a cidade enviou o projeto para duplicação da estrada Caminho do Meio. Porém, de acordo com a Metroplan, a prefeitura de Viamão enviou apenas uma parte dos estudos, que não estava concluído.
Programa do Ministério das Cidades destinou verbas a essas avenidas
Esses problemas poderiam ser amenizados, já que essas cidades foram contempladas, no final de 2014, com verbas milionárias do Pacto pela Mobilidade, programa do Ministério das Cidades para construção de corredores de ônibus e duplicações nessas três avenidas.
Segundo o Ministério das Cidades, o total direcionado a essas três obras foi de R$ 139,5 milhões, oriundos do Orçamento Geral da União (OGU). Desses, R$ 43 milhões seriam para a duplicação e a criação de faixa exclusiva para ônibus na Estrada Caminho do Meio, R$ 29,5 milhões para a revitalização na Avenida Frederico Dihl e R$ 67 milhões iriam para a implementação do corredor de ônibus na Avenida Protásio Alves.
A Frederico Dihl e a Caminho do Meio se ligariam na duplicação através do Beco do Bibi, em Viamão. Já o novo corredor da Protásio iria da Avenida Saturnino de Brito até a Avenida Manoel Elias, segundo a Metroplan.
Nem saiu do papel
Mas por que este dinheiro não virou obra? As prefeituras não cumpriram sua parte em um acordo firmado com a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan). Ou seja, nem no papel estes projetos chegaram a existir.
Em 2014, o Estado, por meio da Metroplan, conseguiu cadastrar sete empreendimentos no programa, sendo cinco deles com recursos para obras e dois para estudos e projetos. No caso das três avenidas, os recursos eram para obras.
Para conseguir a liberação das verbas, os municípios deveriam apresentar os estudos e projetos de viabilidade. Esse compromisso foi firmado por meio de um Termo de Cooperação Técnica que, segundo o diretor de Gestão Territorial da Metroplan, Márcio Barcellos, definia que as administrações municipais apresentassem os projetos e a Metroplan os encaminharia ao ministério, para que fossem aprovados.
Porém, no trajeto, uma surpresa. Segundo Márcio, os municípios não enviaram os projetos à Metroplan. Sendo assim, em dezembro de 2016, uma portaria do Ministério das Cidades cancelou a participação dos municípios no programa, retirando os recursos que seriam usados nessas duplicações, acabando com a possibilidade da construção dos novos corredores — ao menos, por enquanto.
Justificativas da administração pública
Viamão — O secretário-geral de Governo, Nilton Magalhães, argumenta que a cidade fez sua parte e enviou o projeto para duplicação da estrada Caminho do Meio. Segundo o secretário, a aprovação acabou se perdendo em razão de Porto Alegre e Alvorada não desenvolverem seus projetos.
Porém, de acordo com a Metroplan, a prefeitura de Viamão enviou apenas uma parte dos estudos, que não estava concluído

 

8 comentários em “Viamão perde a verba para duplicação da estrada caminho do meio

  • 31 de agosto de 2017 em 08:52
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    Descaso….
    Mas aumentar seu próprio salário efe seus secretários e vice em 25%….???!!!
    É prioridade.

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  • 29 de agosto de 2017 em 22:43
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    Descaso com a população que sofre diariamente neste congestionamento vergonhoso.

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  • 29 de agosto de 2017 em 22:41
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    Um bando de incompetentes….por isto que quem presta serviço público tem que ser qualificado . E só cabide de emprego nada mais…com isto todos sofrem….pela incompetência e falta de patriotismo ….

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  • 29 de agosto de 2017 em 20:39
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    Palhaçada! O dia que um protesto for organizado trancando a via por algumas horas, talvez os poderes se mexam! Só assim que as coisas funcionam, só na base do pneu queimado! Não dá mais pra aguentar aquele trânsito!! E pior, São muitos os condomínios novos a serem entregues nos próximos meses, pelo menos umas 300 unidades entre apartamentos e casas, ou seja vai ficar ainda pior. Que ódio!!!

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  • 29 de agosto de 2017 em 18:17
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    VERGONHA DE UMA MÁ ADMINISTRAÇÃO…CAMBADA DE SAFADOS NÃO SÃO VOCÊS QUE TRAFEGAM NESSA BURAQUEIRA DE ESTRADA O QUE OBRIGA AS PESSOAS LEVANTAREM DE MADRUGADA PARA NÃO PEGAR TRÂNSITO.

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  • 2 de agosto de 2017 em 01:08
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    Mais uma vez???? pelo que lembro há alguns anos, um grupo de vereadores e prefeito foram a Brasilia e receberam a verba para duplicar toda a extensão da estrada até encontrar a RS040. Não sei o que fizeram com a grana, provavelmente desviada para cobrir algum rombo sórdido. Imagina se a época o valor tivesse realmente sido investido, teriamos não mais somente uma saida para Porto Alegre, mas duas e muita gente estaria feliz e não perderia 2 horas diárias para se deslocar a Porto Alegre, numa distancia de 10km até a parada 31…. Será que melhora mais?????

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  • 18 de julho de 2017 em 14:52
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    Casos como esse são exemplo da ineficiência do serviço público. É uma falta de comprometimento e de responsabilidade que dá nojo. Funcionários relapsos que cuidam do seu próprio umbigo e dane-se o resto. Como funcionário público sei muito bem o que é isso… sejam CCs ou funcionários de carreira, a maioria deles se notabiliza por “trancar rua”, nesse caso literalmente. É mais fácil encontrar um entrave para as coisas não andarem do que remover os existentes. Lamentável!

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  • 19 de junho de 2017 em 18:58
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    Aí se vê a excelência dos serviços prestados pelos órgãos públicos envolvidos, contratam CCs com altos salários com o argumento de se trazer pessoal competente para dentro das instituições. mas o que sempre observamos é descaso e incompetência. A Metroplan no mínimo foi negligente, pois deveria coordenar e orientar o andamento do projeto. Mas em se tratando de Brasil, é perfeitamente normal, e sigamos sem rumo. Sem “Caminho do Meio” ficamos no meio do caminho.

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